4 ARMADILHAS QUE BANCOS USAM PARA VOCÊ GASTAR MAIS

4 ARMADILHAS QUE BANCOS USAM PARA VOCÊ GASTAR MAIS

POR JULIA MENDONÇA PARA O DESCOMPLIQUE

Poucas instituições deveriam ser mais confiáveis que os bancos. Todo mês você confia seu salário a eles e escuta os conselhos do seu gerente. O que poucos percebem é que os bancos, assim como qualquer outra instituição, visam aos lucros e muitas vezes podem fazer isso de forma a causar um enorme prejuízo.

Mesmo com a facilidade de informações disponíveis hoje, não é difícil encontrar pessoas que sofreram com algum produto ou serviço mal indicado por essas instituições. Por isso, eu reuni as quatro principais armadilhas que os bancos cometem e como você pode fugir delas.

1. TAXAS DESNECESSÁRIAS

Todo banco é obrigado a fornecer a conta de serviços essenciais a todos os clientes sem cobrar nada. Ela inclui diversas facilidades como:

  • Fornecimento de um cartão com função débito
  • Realização de até quatro saques por mês em caixa ou terminal de autoatendimento
  • Fornecimento de até dois extratos com as movimentações dos últimos 30 dias, por mês
  • Realização de até duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês
  • Fornecimento de até dez folhas de cheques por mês
  • Compensação de cheques
  • Realização de consultas pela internet

O problema é que muitas vezes este serviço é “escondido” dos clientes, e, mesmo quando questionados sobre essa conta, alguns funcionários a desconhecem. Se deseja continuar com a sua conta em um banco, mas não deseja pagar tarifas, essa pode ser uma excelente alternativa para você.

2. FORÇAR EMPRÉSTIMOS

A maioria dos funcionários dos bancos tem metas a bater. Isso significa vender o máximo possível de produtos financeiros para os clientes mesmo que muitas vezes eles não precisem. É claro que nem todos os profissionais dessa área trabalham desta forma, mas infelizmente já ouvi falar de diversos casos em que o cliente foi colocado em segundo plano e as metas, em primeiro.

É claro que você deve recusar essas ofertas sempre que forem oferecidas. Empréstimo só deve ser tomado em situações extremas, como, por exemplo, pagar uma dívida de juros mais altos. Cuidado com a conversa de que ele pode ser bom para financiar uma viagem ou algum produto supérfluo –esse é o caminho certo para ficar endividado.

3. FALSOS INVESTIMENTOS

Título de capitalização e consórcio são dois produtos oferecidos nos bancos como excelentes investimentos, mas, na verdade, pouco ajudam a aumentar seu patrimônio. Eles sempre são oferecidos como forma de fazer uma poupança forçada e que é bastante efetiva para ajudá-lo a guardar seu dinheiro.

O problema desses dois produtos é que eles carregam taxas e apresentam pouca ou nenhuma rentabilidade para seu dinheiro. Ou seja: são ótimas para o banco e ruins para você. Até mesmo a poupança é mais vantajosa do que título de capitalização e consórcio.

Uma alternativa para fazer uma “poupança forçada” é solicitar ao banco que faça um TED automático da sua conta para uma corretora de investimentos mensalmente. Desse jeito você consegue escolher entre diversos bons investimentos e foge dessas furadas oferecidas pelos bancos.

4. VENDA CASADA

A venda casada ocorre quando você vai adquirir um produto, e o estabelecimento o obriga a comprar ou contratar outro serviço não desejado. Ainda são comuns as histórias de gerentes que obrigam os clientes a adquirir seguros ou outros produtos para liberar um cartão de crédito ou um empréstimo, por exemplo.

Esse tipo de prática é abusiva e proibida, e o Código do Consumidor, no artigo 39, protege qualquer pessoa que sofrer com esse tipo de oferta. Caso você desconfie que esteja sofrendo uma venda casada, vale a pena entrar em contato com o Procon ou o Banco Central.

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