DEBÊNTURES

Assim como outros investimentos de renda fixa, as debêntures também são títulos de crédito.

A pergunta é: se, ao investir no CDB emprestamos dinheiro a um banco, ao investir na LC emprestamos a uma financeira, e ao investir no Tesouro Direto emprestamos ao Governo Federal, a quem emprestamos nosso dinheiro quando investimos em uma debênture?

A debênture é um título emitido por empresas. Assim, sempre que compramos uma debênture, estamos emprestando nosso dinheiro à empresa emissora.

É uma ferramenta que as empresas utilizam para captar dinheiro para fazer investimentos, a juros menores do que os cobrados pelos bancos.

Além de pagar menos juros, as empresas emissoras também adaptam o resgate das debêntures às suas necessidades, o que é uma vantagem que os bancos não oferecem.

MODALIDADES DE DEBÊNTURES

Assim como na maioria dos investimentos de renda fixa, a debênture pode ser:

  • Pré-fixada: a empresa e o investidor combinam de forma prévia a remuneração do investimento. Exemplo: remuneração de 18% ao ano.
  • Pós-fixada: a empresa e o investidor combinam de forma prévia qual índice será tomado por base para se chegar ao valor da remuneração do investimento. O valor exato do rendimento será apurado ao final, quando for divulgado o índice. Exemplos: remuneração de 120% do CDI; ou remuneração de 10% + a variação do IPCA (índice que mede a inflação).

A debênture pós-fixada estará sempre sujeita à variação dos índices atrelados a ela.

A rentabilidade de uma debênture pós-fixada, que pagará 120% do CDI, sempre acompanhará a variação deste índice. Exemplos: se o índice do CDI for de 10% ao ano, essa debênture rentabilizará 12% ao ano (120% do CDI). Se o CDI for para 15% ao ano, essa mesma debênture rentabilizará 18% ao ano (120% do CDI).

Isso também acontece com uma debênture pós-fixada indexada a algum índice que mede a inflação (como por exemplo, o IPCA), que pagará 10% + a variação do índice. Exemplos: se o IPCA for medido em 10% no ano, essa debênture rentabilizará 20% ao ano (IPCA + 10%). Já no caso do índice fechar em 5% no ano, essa debênture renderá 15% ao ano (IPCA + 10%).

Existem também diversas outras classificações de debêntures, cada qual apresentando uma característica peculiar. Destacamos algumas delas:

  • Debênture Conversível em Ações (DCA): dá a opção do investidor converter o seu título em ações da empresa emitente.
  • Debênture Incentivada: o título traz algum tipo de incentivo governamental, como a isenção de IR, por exemplo.
  • Debênture Participativa: remunera o investidor através de participação nos lucros da companhia emissora.
  • Debênture Perpétua: é emitida sem prazo ou data de vencimento. Costuma ter pagamentos periódicos e constantes de rendimentos.

LIQUIDEZ DAS DEBÊNTURES

Em regra, a debênture só poderá ser liquidada nas datas previamente acordadas. Algumas debêntures dão à empresa emissora a opção de resgatá-las antecipadamente.

Todavia, é bastante comum a negociação de debêntures no mercado secundário (entre investidores).

RENTABILIDADE DAS DEBÊNTURES

A rentabilidade da debênture costuma ser diária, podendo variar, todavia, de título para título.

RISCO DAS DEBÊNTURES

O risco da debênture está diretamente ligado à capacidade de pagamento da empresa que a emite, vez que é a emissora quem deverá devolver ao investidor, nas datas pactuadas, o capital acrescido da remuneração acordada.

E, ao contrário da maioria dos títulos de renda fixa, o FGC – Fundo Garantidor de Créditos – não garante o pagamento de debêntures.

Assim, antes de concretizar o investimento, deve ser avaliado o risco de crédito, que é o risco da empresa não conseguir honrar os compromissos que assumiu.

E, como é pouco provável que o investidor tenha conhecimento mais profundo da exata situação em que se encontram todas as empresas que emitem debêntures, a melhor forma de fazer isso é através das agências de classificação de risco, que tem basicamente este papel: avaliar e classificar o risco dos títulos emitidos por essas empresas.

TRIBUTAÇÃO

No momento da liquidação da debênture incidirá o IR (imposto sobre a renda) apenas sobre a rentabilidade do investimento (e não sobre a totalidade do investimento).

A exemplo da maioria dos títulos de renda fixa, a alíquota do IR varia de acordo com o prazo do investimento, sendo que, quanto mais tempo o dinheiro permanece investido, menor é a alíquota do IR:

  • Até 180 dias: 22,5% sobre o lucro auferido.
  • De 181 dias até 360 dias: 20% sobre o lucro auferido.
  • De 361 dias até 720 dias: 17,5% sobre o lucro auferido.
  • 721 dias ou mais: 15% sobre o lucro auferido.

Portanto, quanto maior o período de investimento, menor será a alíquota da tributação.

Todavia, algumas debêntures são incentivadas, e costumam ser isentas do recolhimento do IR.

RECOMENDAÇÕES AO INVESTIR EM DEBÊNTURES

Se tiver interesse em investir em debêntures, é altamente recomendado que busque orientação de um profissional da área. A grande maioria das corretoras oferecem essa consultoria aos seus clientes.

Para mais informações sobre debêntures, acesse o BovespaFIX.

Compartilhe conosco suas dúvidas ou experiências! Utilize a área de comentários abaixo!

Veja também outros investimentos de renda fixa:  CDB – Certificado de Depósito Bancário / LC – Letra de Câmbio / LCA – Letra de Crédito do Agronegócio / LCI – Letra de Crédito Imobiliário / COE – Certificado de Operações Estruturadas / Tesouro Direto

Sumário
DEBÊNTURES
Artigo
DEBÊNTURES
Descrição
Saiba tudo sobre as debêntures, títulos de crédito de renda fixa de altíssima rentabilidade emitidos por diversas empresas!
Autor
Site
Guia do Milhão

2 Comentários


    1. Oi Fábio!
      Ao oferecer a debênture, a própria corretora informa as suas características, inclusive a isenção ou não do IR.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *