ONDE INVESTIR EM 2017

ONDE INVESTIR EM 2017

2017 chegou! E tenho recebido vários e-mails de leitores perguntando: como será o ano de 2017? Sairemos da crise? A taxa de juros vai, enfim, cair? Os imóveis vão voltar a se valorizar? A renda fixa vai se tornar um investimento ruim? Onde devo investir meu dinheiro?

Tenho respondido aos amigos leitores: ninguém tem respostas concretas para essas perguntas. Principalmente porque, como bem sabemos, a única certeza econômica no Brasil tem sido a incerteza.

Mas, como debatemos no Segredos do Milhão, quando não temos uma certeza, trabalhamos com as tendências!

E, para tentar responder grande parte das dúvidas dos leitores do Guia do Milhão, resolvi escrever esse artigo com as tendências para 2017. Vamos a elas!?

 

TENDÊNCIAS

ONDE INVESTIR EM 2017

Em primeiro lugar, é importante destacar que estou falando de tendências, que dependem de alguns fatores.

E essas tendências pressupõe que o atual governo, do presidente Michel Temer, consiga colocar em ordem as contas públicas.  E para isso, terá uma prova árdua: aprovar a reforma da previdência.

O mercado, o setor produtivo e o mundo esperam que o governo faça a lição de casa: volte a gastar menos do que arrecada. Caso isso não aconteça, é grande a possibilidade das tendências abaixo não se concretizarem na forma prevista.

 

MERCADO DE RENDA FIXA EM 2017

Melhores Investimentos Renda Fixa

O mercado de renda fixa é o maior e mais antigo mercado do mundo quando falamos de investimentos. Se baseia na compra de um título de dívida. O investidor compra um título de dívida de um banco (CDB, LCI, LCA), de uma financeira (LC), de uma empresa (Debênture), ou até mesmo do próprio governo federal (Tesouro Direto)! O emissor do título faz uma promessa de pagamento futuro do valor investido, acrescido de um montante, que chamamos de juros.

Por isso, a rentabilidade do mercado de renda fixa depende das taxas de juros. E estas, giram em torno da Taxa Selic, que é revisada periodicamente pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Para estimular o crescimento econômico, o Banco Central deve manter a redução da taxa de juros. Só assim as empresas terão crédito mais acessível para fomentar suas atividades.

Por outro lado, isso significa remunerações menores nos investimentos de renda fixa. Isto é, os títulos disponíveis para investirmos tendem a pagar menos juros.

Por isso, se optar por continuar investindo em renda fixa, a dica é: se ainda não fez, “trave” a rentabilidade dos seus investimentos o quanto antes. Em outras palavras, compre títulos de longo prazo (vencimentos longos) que rendem a taxa de juros atual, ou algum valor próximo dela.

Assim, confirmadas as tendências, ainda que os juros caiam, você continuará recebendo as taxas de juros contratadas até o vencimento dos títulos.

Outra opção é vender esses títulos com “ágio” antes do vencimento. Nesse artigo você pode ver como fazer isso com títulos do Tesouro Direto.

 

MERCADO DE AÇÕES EM 2017

ONDE INVESTIR EM 2017

Para entender a lógica das tendências para o mercado de ações, é imprescindível compreender o que é uma ação. E uma ação de uma empresa nada mais é do que uma pequena fração daquela empresa. Ou seja, ao comprar uma ação do Banco do Brasil, por exemplo, você estará comprando um pedacinho do banco. E, claro, receberá uma parte dos lucros, que será proporcional à sua participação. São os chamados dividendos.

Assim, quanto melhor forem os resultados das empresas, mais dividendos pagam, e mais suas ações tendem a se valorizar.

Entendido isso, fica fácil concluir que o valor das ações segue o desempenho das empresas, não é mesmo? O problema é que isso não acontece necessariamente nessa ordem.

É isso mesmo. O mercado costuma se antecipar às previsões. Assim, a valorização/desvalorização das ações acontecem ante às expectativas. Isto é, antes mesmo dos resultados serem divulgados!

Justamente por isso, já estamos vendo diversas ações se valorizando antes das empresas se recuperarem da crise.

Isso se dá pelo fato dos investidores se anteciparem aos fatos. Assim, se há expectativa de recuperação econômica, há expectativa de crescimento das empresas. E, consequentemente, investem naquelas ações. Daí, entra em ação a velha lei da oferta e da procura. Quando há mais gente comprando do que vendendo, as ações se valorizam.

Fica difícil dar, em poucas palavras, dicas para investir no mercado de ações, ante à sua complexidade. No treinamento Segredos do Milhão temos algumas vídeo-aulas que tratam exclusivamente desse tema, com dicas preciosíssimas.

Mas, para não passar em branco, aqui vão duas dicas que considero fundamentais para se investir no mercado de ações:

  • Compre sempre ações de boas empresas, bem administradas e com potencial de crescimento. Esqueça a especulação. Invista nessas empresas pensando no longo prazo. Ao longo do tempo, elas tendem a render mais do que a renda fixa. Não fosse assim, não existiria empresas. Todos investiriam apenas na renda fixa, não é mesmo?
  • Faça como Warren Buffett. Invista sempre em empresas boas e desvalorizadas. Isto é, cujas ações estão descontadas.

 

MERCADO IMOBILIÁRIO EM 2017

ONDE INVESTIR EM 2017

Os imóveis, nos ciclos econômicos, caminham junto das ações. Isto é, tendem a se valorizar com a recuperação da economia. A diferença é que, ao contrário do mercado de ações, essa valorização costuma ocorrer após a retomada do crescimento econômico, e não antes.

Assim como em qualquer mercado, o preço dos imóveis é ditado pela lei da oferta e da procura. E, no momento, há muito mais pessoas vendendo do que comprando imóveis. É pequeno o número de compradores atualmente.

Isso acontece porque o mercado imobiliário é extremamente dependente do crédito. É muito pequeno o percentual de imóveis que são comercializados com pagamentos à vista. A maioria esmagadora é paga através de financiamentos.

Por isso, a valorização dos imóveis em geral só deve acontecer após: o aumento do crédito disponível, a redução das taxas de juros, e a melhora da condição financeira das famílias brasileiras. E, acredite, isso não deve acontecer tão logo. Nem mesmo nas previsões mais otimistas.

Desta forma, se o intuito é investir no mercado imobiliário, procure imóveis bastante desvalorizados. Isto é, com o preço bem abaixo do seu valor. É possível encontrar diversas boas oportunidades atualmente.

Uma boa dica é procurar prédios que estão na fase final de construção. Na entrega, muitas pessoas que compraram apartamentos na planta não terão condições de pagar o saldo remanescente. E enfrentarão dificuldades ou considerarão inviável financiá-lo. É nessa hora que você conseguirá comprar um bom imóvel por um preço bem abaixo do seu valor de mercado.

 

FATORES INTERNOS E/OU EXTERNOS

DÓLAR - COMO E PORQUE O SEU PREÇO MUDA CONSTANTEMENTE

Como já citado, estamos falando de tendências. E diversos fatores internos e/ou externos podem fazer com que essas tendências não se concretizem exatamente da forma esperada.

A seguir, alguns desses fatores que podem influir nessas tendências.

 

O FATOR TSE

O TSE – Tribunal Superior Eleitoral está em vias de julgar a chapa Dilma-Temer. Esse julgamento pode vir a derrubar o Presidente da República. E, na remota hipótese disso acontecer, as consequências são imprevisíveis.

Isso porque o Presidente da Câmara dos Deputados assumirá a Presidência da República. E deverá convocar eleições indiretas. Isto é, os parlamentares elegerão um novo Presidente da República, sem a participação direta da população!

Se isso se concretizar, tudo pode acontecer!

 

O FATOR LAVA-JATO

Da mesma forma, a operação lava jato está se aprofundando cada vez mais nos esquemas de desvio de dinheiro público. E isso também pode trazer consequências imprevisíveis na economia.

É o preço que estamos pagando para acabar com a impunidade no Brasil.

 

O FATOR DONALD TRUMP

Os olhos do mundo se voltam para os Estados Unidos. E o principal motivo para isso atende pelo nome de Donald Trump, o novo presidente americano.

Os investidores se perguntam: qual será a política econômica do seu governo? Os acordos internacionais serão mantidos? Ou a prometida política protecionista será adotada? A indústria americana receberá os estímulos prometidos?

Essa preocupação ocorre porque tudo que acontece na economia americana reflete em toda a economia mundial. Basta lembrarmos que os EUA têm o maior mercado consumidor do mundo! É o maior parceiro comercial de muitos países relevantes, como a China, por exemplo. É o terceiro maior parceiro comercial do Brasil (atrás apenas de Argentina e China).

Digamos, por exemplo, que Donald Trump resolva proteger a indústria americana e, consequentemente, aumentar impostos sobre os produtos produzidos na China. É evidente que os produtos chineses vão ficar mais caros para os americanos comprarem. Assim, as famílias americanas tendem a substituir muitos deles por produtos nacionais (produzidos nos EUA).

Você pode estar se perguntando: e eu com isso? Como isso poderia refletir no Brasil? Você sabe quem mais compra os principais produtos exportados pelo Brasil?

Exatamente… a China é um dos principais compradores dos produtos brasileiros. E a maioria esmagadora deles são primários, isto é, destinados à produção de outros produtos.

Dessa forma, se a China vender menos para os EUA (seu principal parceiro comercial), vai comprar menos do Brasil. E isso pode significar uma série de consequências negativas para nós, brasileiros: queda dos preços dos produtos que exportamos, queda na nossa produção, queda na arrecadação de tributos, desemprego, etc.

E o caso da China foi apenas um exemplo das muitas consequências econômicas que podemos sofrer (positiva ou negativamente) de fatores internacionais. Em especial, do fator Donald Trump.

 

UTILIZE OS PERÍODOS DE TRANSIÇÃO PARA MAXIMIZAR O RETORNO DOS SEUS INVESTIMENTOS

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Isto posto, podemos concluir que, se não tivermos nenhuma reviravolta significativa por influência de fatores internos ou externos, o Brasil deve passar por um período de transição em 2017. Após três anos consecutivos, nossa economia deve parar de cair e voltar a crescer.

Apesar de não acreditar que o crescimento do PIB seja significativo, creio que o fato de retomarmos o caminho do crescimento é mais significativo que os números em si.

Fato é, que nós, investidores (é essencial que sejamos investidores para alcançar a independência financeira), não podemos ficar reféns dos ciclos econômicos. Pelo contrário. Devemos “dançar conforme a música”, e aproveitar as transições economicas para maximizar a rentabilidade dos investimentos.

Em diferentes momentos da economia, uma ou outra modalidade de investimento será mais rentável que as demais. E, sabendo ler tendências, podemos nos antecipar a essas transições e maximizar o retorno dos investimentos.

Desejo a você um 2017 muito próspero e vitorioso!

 

Sumário
ONDE INVESTIR EM 2017
Artigo
ONDE INVESTIR EM 2017
Descrição
Veja as tendências econômicas para 2017, as melhores opções de investimento, e dicas preciosas para investir em renda fixa, ações e imóveis!
Autor
Site
Guia do Milhão

4 Comentários


  1. Bacana!! Ano desafiador para se investir, em apenas um dia os cenários podem se inverter, seja por problema internos ou externos.

    No mais é conhecer a tendência, se posicionar e ficar em alerta.

    Responder

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