8 SEGREDOS PARA ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

8 SEGREDOS PARA ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

Todos queremos alcançar a independência financeira. Todavia, a maioria das pessoas se deparam com um mesmo dilema. Por mais que consigam aumentar sua renda no decorrer do tempo, aparentemente, continuam distantes de serem financeiramente independentes.

Fato é, que a maioria do que você aprendeu na sua infância sobre o dinheiro, renda e riqueza, não é verdade. Isso é plenamente compreensível. Basta você tentar se lembrar de quem te ensinou sobre esses assuntos. As chances são boas desses ensinamentos terem vindo de pessoas que também não eram ricas. Que jamais alcançaram a independência financeira.

Depois de ler este artigo, você vai conseguir entender alguns fenômenos financeiros. Como, por exemplo, porque alguns atletas profissionais que ganham milhões por ano de forma rápida, passam necessidades na aposentadoria, enquanto um motorista de ônibus que tem uma renda muito inferior, pode vir a se aposentar sem preocupações financeiras.

Acredite: ao entender e colocar em prática os segredos abaixo, você estará dando largos passos rumo à sua independência financeira!

  1. RENDA NÃO É RIQUEZA

8 SEGREDOS PARA ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

A maioria das pessoas acredita que a chave para a riqueza é um trabalho que paga bem. Equivocam-se.

Claro que é mais fácil acumular ativos se você tem mais dinheiro entrando a cada mês. Mas o verdadeiro segredo para aumentar o seu patrimônio líquido é gastar menos do que você ganha. Parece algo óbvio, mas é a realidade mais essencial, fundamental, absoluta, e não negociável do dinheiro! Para escapar dessa armadilha, você precisa entender que renda não é sinônimo de riqueza!

Então… o que é riqueza? Há muitos conceitos diferentes para esse termo. Pessoalmente, vejo a riqueza como os ativos que geram ganhos de capital e renda sem a necessidade do trabalho.

Se você é um contador, médico ou advogado, por exemplo, após diversos anos para concluir o seu curso superior e algumas especializações, você precisa trabalhar longas horas para obter uma boa renda. O mesmo serve para todas as categorias do funcionalismo público e privado.

Por outro lado, se você tem uma carteira de ativos (ações, títulos, fundos, imóveis, e outros geradores de renda passiva), você pode se sentar à beira da piscina e, com uma conexão à internet, acompanhar a rentabilidade dos seus investimentos. Ou à bordo de um navio. Ou em qualquer lugar do mundo, curtindo uma viagem. Ou fazendo aquilo que você tiver vontade de fazer.

Eu, particularmente, estou em ambas as situações. Tenho um escritório de advocacia e trabalho longas horas pela minha renda. Por outro lado, também tenho meus investimentos, que trabalham incansavelmente, dia e noite, para mim. Acredite: a segunda situação é incomparavelmente melhor!

Não digo que riqueza é você ter ativos e não trabalhar. Riqueza é você ter ativos para poder não trabalhar. É você ser financeiramente independente para poder fazer o que quiser, inclusive trabalhar!

O valor real da riqueza é que você pode manter seu estilo de vida, trabalhando ou não. Continuando ou não sua atividade principal. Melhor ainda, ao contrário de um assalariado, a riqueza não pode te demitir! É você que está no controle. Para acabar com os rendimentos, você teria que acabar com a sua riqueza. E é muito mais fácil perder um trabalho do que desconstruir uma boa carteira de ativos.

A sua riqueza deveria ser medida pelo tempo que você pode manter seu padrão de vida sem um salário adicional. Em outras palavras, se você tivesse que parar de trabalhar agora, quanto tempo você poderia manter o seu padrão de vida? Continuar comprando os mesmos automóveis, as mesmas peças de vestuário, fazendo as mesmas viagens, frequentando as aulas de música, etc.

A maioria das pessoas não são educadas nesta verdade. E é por isso que, não importam o quanto ganham, continuam se perguntando por que a segurança e a independência financeira continuam os aludindo. Não entendem a razão pela qual, aparentemente, a independência financeira está sempre tão fora do alcance.

  1. TENHA FUNDOS EXCEDENTES PARA INVESTIR

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A única maneira de tirar proveito de oportunidades de investimento é ter o dinheiro para investir.

A realidade de investir com sucesso é que existe um certo ponto em que você atinge a massa crítica. E, a partir daí o retorno gerado pelos seus ativos causam verdadeiros impactos na sua vida.  Por exemplo: obter um retorno de 20% ao ano sobre uma carteira de investimentos de R$ 10 mil é ganhar R$ 2 mil. Tenho certeza que isso não trará grandes mudanças na sua vida. Mas a mesma taxa de retorno sobre uma carteira de R$ 1 milhão significa um ganho de R$ 200 mil. E sobre uma carteira de R$ 10 milhões, significa um ganho de R$ 2 milhões. Certamente, o impacto desses ganhos na sua vida seria muito maior, apesar de exigir o mesmo esforço do investimento menor.

Acumular riqueza e se alcançar a independência financeira é um processo lento, que leva tempo. Pequenas coisas devem ser feitas todos os dias. Como cortar gastos, gerar pequenas fontes de renda extra, e colocar o dinheiro para se multiplicar em bons investimentos. Com o tempo, ele crescerá de forma volumosa.

À medida que cada nova oportunidade aparecer, você poderá entrar em uma escala maior do que os seus investimentos anteriores. Isso é o que chamamos de composição. É quando os juros, dividendos e ganhos de capital que o seu dinheiro gerou, começam a gerar seus próprios juros, dividendos e ganhos de capital, e assim por diante, criando um ciclo virtuoso. É como R$ 10 mil, a uma taxa de juros de 20% ao ano, se transforma em mais de R$ 4 milhões em 30 anos. E em quase R$ 30 milhões em 40 anos. Esse é o poder dos juros compostos.

O lucro não é nada mais do que a margem vezes a receita. A profundidade dessa afirmação é muitas vezes ignorada, em razão da sua simplicidade. As únicas maneiras que você pode ter mais dinheiro sobrando no final do mês, são: aumentando a receita (o seu salário, vendas nos negócios, horas trabalhadas, ou o que for que você faça para obter a sua renda) ou reduzindo custos. É isso aí. Anote. Molde. Coloque em prática. Suas escolhas são aumentar sua renda, reduzir seus custos, ou ambos.

É assim que você terá sempre fundos excedentes para investir.

  1. IMPOSTOS FAZEM (MUITA) DIFERENÇA

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Toda a renda não é igual. Onde e como você ganha e mantém os seus ativos pode significar a diferença entre você ser bem de vida e você ser obscenamente rico!

A premissa básica é que aqueles com pouca riqueza costumam gerar muita renda tributável. Por outro lado, aqueles que alcançam a independência financeira costumam ter grandes ganhos não realizados, além de renda com baixa incidência tributária.

Um exemplo. Um médico, um juiz de direito, ou um executivo que ganha R$ 300 mil por ano será tributado pesadamente. Provavelmente pagará imposto de renda de 27,5% dos seus ganhos. Ou seja, pagará R$ 85 mil reais ao governo, e ficará com R$ 215 mil.

Por outro lado, um advogado ou outro prestador de serviço que ganha os mesmos R$ 300 mil por ano, mas através do benefício do supersimples pagará tributos com alíquotas que variam de 4% a quase 17%, dependendo da atividade e do faturamento. A tributação ocorre na pessoa jurídica, com posterior distribuição do lucro à pessoa física sem qualquer custo.

Obviamente que a alíquota exata deve ser verificada em cada caso. Mas, a grosso modo, considerando uma média de 10,5%, isso representa uma economia de 17% com relação aos profissionais que recolhem tributos como pessoa física. E, esses 17% a menos significa uma economia de R$ 51 mil ao ano.

Isto é, uma composição extra de R$ 51 mil ao ano. A 20%, em 30 anos, teríamos uma fortuna de R$ 90 milhões apenas. É isso mesmo: R$ 90 milhões, simplesmente porque o dinheiro é contabilizado com vantagens fiscais.

E como o exemplo do supersimples, existem diversos outros benefícios tributários a serem explorados.

É por isso que, conforme aumenta sua renda, você deve fazer um planejamento tributário para minimizar a “mordida do leão”. Nenhuma decisão é muito pequena. Você já viu a diferença que pequenos ajustes podem fazer no longo prazo.

  1. A VERDADEIRA RIQUEZA É CONTROLE SOBRE O SEU TEMPO

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Como você sabe quando você é verdadeiramente rico? Quando você tem o controle completo de como você gasta o tempo do seu dia.

Não importa quanto dinheiro você ganha. A menos que você viva seus dias fazendo as coisas que realmente te fazem feliz, e que você tenha controle sobre o seu tempo, você não é rico.

Todas as manhãs, quando você aparece no seu escritório ou local de trabalho, você deveria se sentir como se estivesse desembrulhando um presente de Natal.

Se você encontrar a profissão que te proporciona essa sensação, e você se disciplinar na gerência do negócio você terá uma enorme vantagem sobre seus concorrentes. Isso porque você vai trabalhar 10, 15, 18 horas por dia. Não porque você precisa ou porque você quer um carro novo na garagem. Mas porque você ama o processo e o produto em si. Você não pode competir com a paixão.

  1. SUAS NOTAS NÃO TÊM QUALQUER RELAÇÃO COM SUA RIQUEZA E COM SUA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

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Segundo a pesquisa apresentada pelo Dr. Thomas Stanley, no livro “O Milionário Mora ao Lado”, as notas se obtém na escola não têm correlação com a riqueza econômica e com o sucesso, exceto nas profissões médicas e legais. Isso não quer dizer, todavia, que a educação não é importante. É! Mas sua independência financeira independe das suas notas.

Por que, então, os pais e professores continuam falando às crianças que elas não serão bem-sucedidas se não tirarem boas notas? Estatisticamente falando, de acordo com Dr. Stanley, é porque essas próprias pessoas não são bem-sucedidas financeiramente. Portanto, elas não têm ideia do que é preciso para alcançar a independência financeira. E compram o grande mito de que bons alunos vão mais longe na vida.

Elas lamentavelmente medem apenas a inteligência analítica, e não a inteligência criativa. Esta, é a responsável por inovações que produzem faíscas, avanços sociais, e oportunidades de encontrar soluções em nichos de mercado em que todo mundo erra.

Também não conseguem perceber que a maioria dos milionários usam calça jeans, macacões, ou uniforme de trabalho. E não terno e gravata. Comem arroz, feijão, pizza e lanche, como todo mundo. Vivem em bairros comuns. A maioria possui seu próprio negócio. E nem todos (na verdade, quase nenhum) tinham as melhores notas da sala.

  1. INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA REQUER UM CÔNJUGE COM OS MESMOS PROPÓSITOS

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Não adianta você ser bem-sucedido. A menos que o seu cônjuge seja igualmente disciplinado, frugal, e conscientizado da importância dos investimentos, seus esforços pela independência financeira vão ser como uma luta na areia movediça.

Casar com a pessoa errada pode acabar com qualquer progresso que você venha a ter em sua carreira ou finanças. De um lado, você estará tentando construir uma carteira de ativos. De outro, ele/ela estará gastando seu dinheiro em coisas supérfluas, que nada tem a ver com o seu propósito. E isso torna quase impossível para você alcançar a independência financeira.

Para alavancar seus ativos, você precisa do tipo de apoio que lhe permite assumir riscos. Porque você sabe, não importa o que aconteça, sempre haverá alguém esperando por você em casa que te ama incondicionalmente.

Pode parecer surpreendente, mas uma grande parcela do sucesso depende de um bom temperamento e psicologia. Como você pode se concentrar no seu trabalho e na busca pela independência financeira se você está se preocupando com a situação em casa?

  1. MERCADOS DE NICHO NÃO SÃO GLAMOROSOS, MAS SÃO LUCRATIVOS

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O investidor bilionário Charlie Munger observou que os empresários tendem a prosperar se eles se especializam em um nicho esquecido.

Muitas vezes, esses nichos são extremamente lucrativos, mas não são glamorosos como as pessoas se imaginam quando enriquecerem. Não acredita em mim? Faça um teste. Evoque imagens de um multimilionário. O que você vê? Muitos equipamentos tecnológicos? Luxo? Um iate? Festas? Carrões?

Embora existam alguns, a maior parte do dinheiro está em indústrias como a gestão de resíduos (lixo), frigoríficos, vestuário popular, construção civil, transportes de cargas, etc.

Os donos de empresas (grandes e pequenas) representam uma parcela enorme e desproporcional da população milionária. É difícil de acreditar, mas há uma boa chance do proprietário de loja de ar condicionado ou de uma lanchonete em sua cidade, ter um patrimônio líquido muitas vezes maior do que os médicos e advogados mais renomados.

Uma das razões para isso é um conceito já citado chamado ganhos capitalizados. Outra é algo que o Dr. Stanley mencionou em seu livro. Médicos e advogados são pressionados a comprar símbolos de status para convencer seus pacientes/clientes que eles são bem sucedidos.

Mas não o dono da loja. Nem o dono da lanchonete. Eles podem colocar mais dinheiro para se multiplicar. Se lembra da composição? Isso não é algo que você aprende na escola.

  1. APÓIE MAIS SEUS FILHOS MAIS PRODUTIVOS

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Quase todos temos aquele parente que sempre está com problemas financeiros. Que não importa o que faça, nunca consegue ganhar dinheiro (ou gerenciá-lo). Acredite: é quase sempre um grave erro presentear essas pessoas com dinheiro.

Pense no sistema de incentivos que você cria! Você ensina os seus filhos a caminharem com as próprias pernas, de modo a não precisarem do seu dinheiro. Ao mesmo tempo, você paga o aluguel e dá dinheiro para um parente cheio de dívidas que fica em casa e não consegue encontrar um trabalho.

Aqueles que conquistam a independência financeira, e que querem que seus filhos também conquistem a independência financeira, seguem a lição da parábola dos talentos. A figura “pai” na parábola, volta e dá mais para aqueles que investiram com sucesso, e multiplicaram sua riqueza. E chama os malsucedidos de “maus” e “preguiçosos”.

Obviamente que você não precisa utilizar palavras duras como essas. Mas deixe-me ser franco com você. Você não será nada inteligente se der “partes iguais” de dinheiro para os seus filhos, quando alguns são claramente mais produtivos do que outros. E você agira com ainda menos inteligência se você der mais para aqueles sem sucesso.

O escritor americano Joshua Kennon explica essa situação de uma forma muito interessante. Pense nos improdutivos como viciados em má gestão financeira e em crédito. Você vê como improvável que eles nunca vão superar seu vício. E você acaba agindo como um traficante, proporcionando sempre “mais um hit”. O cliente diz que é o último que precisa. Mas o problema fundamental é a sua incapacidade de gerir o dinheiro. Eles procrastinam as ações necessárias para corrigir suas vidas, porque sabem que você estará sempre lá.

Nem sempre a melhor forma de apoio é o financeiro. Na verdade, na maioria das vezes, não é.

Alcance a sua independência financeira. E se certifique de ensinar os seus filhos a fazerem o mesmo.

Sumário
8 SEGREDOS PARA ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Artigo
8 SEGREDOS PARA ALCANÇAR A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Descrição
Você, trabalha, trabalha, e a sua independência financeira continua distante. Soa familiar? Conheça 8 segredos fundamentais para alcançá-la!
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Site
Guia do Milhão

4 Comentários


  1. Realmente tendemos a ajudar mais os filhos que não tem bons resultados e isso pode ser prejudicial para eles mesmos. Devemos incentiva-los a melhorar, e dar as coisas não incentiva em nada.

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    1. Com certeza Junior.
      Devemos ser muito cautelosos nesse ponto.

      Responder

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